Compreendendo a Sexualidade

Segundo a OMS (Organização Mundial de saúde) “A Sexualidade humana é parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo”.

Por: Maria Lúcia Soares da Silva - 17/04/2009

Segundo a OMS (Organização Mundial de saúde) “A Sexualidade humana é parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo”.

Inicialmente gostaria de contextualizar a sexualidade como sendo a maneira como vivemos e expressamos nossos desejos e prazeres não se traduzindo unicamente a prática sexual, às áreas genitais e ao sexo propriamente dito. É a expressão de um estado interior que impulsiona o indivíduo para a vida, para estabelecer relações que propiciem prazer. Está presente desde que nascemos e nos acompanha por toda a vida.

Diferente de sexo, que diz respeito às diferenças biológicas, a sexualidade consiste numa construção social, historicamente datada e culturalmente localizada, que transcende a genitalidade. Depende da trajetória pessoal e da criatividade individual e se expressa de diferentes formas ao longo de nossa vida.

Cada sociedade possui um conjunto de regras, de padrões de comportamentos e de concepções sobre o que é e para que serve a sexualidade.

Este conjunto de regras e padrões, que é informado, aprendido e utilizado pelos indivíduos, constitui o que chamamos de “cultura sexual”.

Fatores como religião, gênero, economia e política são peças chave nesta construção de cultura.

Este mosaico representativo da construção da sexualidade e suas diversas formas de expressão são significativos para a compreensão de outras formas de expressão sexual que vão além do modelo heterossexual, reprodutivo e monogâmico que ainda se inscreve como predominante em nossa sociedade.

Na compreensão contemporânea da sexualidade à luz do conhecimento científico é certo dizer que, para que determinada conduta seja considerada anormal ou patológica, tem que ser analisada, segundo certos critérios, tais como: grau de desvio do padrão social, nível de freqüência, grau de dependência psicológica e tipo de efeito psicossocial que ele produz. Em última análise isto significa que nenhum ato sexual é, em princípio, intrinsecamente normal ou anormal.

Em se tratando do desejo sexual, este é um fenômeno subjetivo e comportamental extremamente complexo. Contribuem para a gênese do desejo as fantasias sexuais, os sonhos sexuais, a iniciação à masturbação, o início do comportamento sexual, a receptividade do/a companheiro/a, as sensações genitais, as respostas aos sinais eróticos no meio ambiente, entre outros fatores.

O desejo sexual do ser humano adulto e consciente não se compara à simples pulsões fisiológicas, como é o caso da fome ou da sede. Ele é antes um complexo vivencial formado por três componentes principais: a biologia, a psicologia e a socialização, sendo que, os três interagem continuamente uns com os outros.

A Sexualidade, segundo a OMS, é um dos 4 fatores que determinam a QUALIDADE DE VIDA seguidos da convivência familiar, vida profissional e prática de lazer. Sendo assim, é necessário darmos a devida atenção a esta área considerando-a como parte essencial para a busca de nossa felicidade.

É importante frisar que a tão almejada saúde sexual é reconhecida como o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não a simples ausência de disfunções ou enfermidades sexuais.

É verdade que construir uma sexualidade equilibrada, confiante e prazerosa nem sempre é tarefa fácil. Porém é na compreensão da subjetividade que o tema se insere que seremos capazes de buscar as nossas próprias respostas, seja em nossas reflexões individuais ou com auxílio de profissionais capacitados para tal.