Diretrizes de Utilização Terapêutica

Diretrizes de Utilização Terapêutica para o procedimento “Infiltração de ponto-gatilho ou agulhamento seco (por músculo)”, código CBHPM 2.0.103.30-1

 
  1. Indicado no tratamento das dores de natureza miofascial;

  2. Também indicado nas dores músculo-esqueléticas em geral, cujo componente miofascial pode ser beneficiado pela desativação de pontos-gatilhos, tais como:
    • Bursites
    • Tendinites
    • Algias da coluna vertebral (lombalgias, cervicalgias, etc.)
    • Cefaléia tensional
    • Dores pós-cirúrgicas
    • Dores pós-traumáticas

  3. Indicado também nas disfunções musculares e/ou articulares em que, tanto o tônus e a força muscular, como a amplitude e a funcionalidade articular, podem ser beneficiados pela desativação de gatilhos envolvidos na fisiopatologia do quadro clínico;

  4. Recomenda-se a desativação de pontos-gatilhos em até dois músculos por sessão, de modo a restabelecer o equilíbrio “agonista-antagonista” da musculatura envolvida no quadro clínico, devendo os demais gatilhos secundários ser desativados por meio da acupuntura propriamente dita (código CBHPM 3.16.01.01-4), para que os músculos sinergistas tenham também suas funções restabelecidas;

  5. Sempre que fármacos forem infiltrados, recomenda-se, quando necessária, a realização de até três infiltrações em um mesmo músculo, no período de seis meses;

  6. É recomendável, quando da infiltração de anestésicos locais, a diluição do fármaco infiltrado em soro fisiológico ou água destilada, respeitando-se sempre a dose terapêutica máxima, de modo a minimizar-se os riscos de superdosagem e a toxicidade potencial do fármaco utilizado;

  7. Os riscos relacionados a histórico de alergia ou de anafilaxia devem ser levados em conta para cada paciente tratado, dentro de uma perspectiva de risco-benefício.
 
 
 

Diretrizes de Utilização Terapêuticas – DUT

RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN Nº 338, DE 21 DE OUTUBRO DE 2013. ANS
 

Estimulação Elétrica Transcutânea

 
Cobertura obrigatória quando preenchido pelo menos um dos critérios listados no grupo I e nenhum dos critérios do grupo II: 
 
Grupo I 
  • Dor neurogênica; 
  • Dor músculo-esquelética; 
  • Dor visceral; 
  • Dor simpaticamente mediada; 
  • Dor pós-traumática; 
  • Dor leve a moderada pós-operatória; 
  • Espasticidade da lesão medular e hemiplegia decorrente de acidente vascular encefálico. 
 
Grupo II 
  • Paciente no primeiro trimestre da gestação, exceto quando  recomendada pelo médico assistente; 
  • Para melhora do equilíbrio dos pacientes com seqüela de AVE em fase crônica; 
  • Pacientes portadores de: 
  • Marca passos cardíacos; 
  • Arritmias cardíacas, a menos que tenha sido recomendada pelo médico assistente; 
  • Dor de etiologia desconhecida; 
  • Epilepsia, a menos que tenha sido recomendada pelo médico assistente. 
  • Quando a estimulação ocorrer nas seguintes regiões: 
  • Na parte anterior do pescoço; 
  • Na região da cabeça, quando posicionado de forma transcerebral; 
  • Pele com solução de continuidade; 
  • Pele com parestesia ou anestesia (sensibilidade anormal); 
  • Abdomen durante a gestação; 
  • Regiões com implantes metálicos; 
  • Áreas recentemente irradiadas; 
  • Próximo à boca e sobre os olhos; 
  • Sobre o seio carotídeo. 
 
“A estimulação elétrica transcutânea, quando empregada em associação à acupuntura, deve seguir as DUTs da ANS acima, podendo ser ambos os procedimentos realizados no mesmo dia, aumentando a sinergia de seus mecanismos de ação, de modo a potencializar seus efeitos e otimizar os resultados terapêuticos, com um menor número de sessões e possibilitando assim um intervalo relativamente maior entre as mesmas".