Médicos com Diferentes Esquemas Conceituais-Referenciais diante da Dimensão Psíquica: um Estudo Comparativo

  • Autor: Prujansky, Igor Sergins
  • Orientador: Aiello-Vaisberg, Tânia Maria José
  • Descrição: Dissertação apresentada à Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia, para obtenção do grau de Mestre, 1999. 147 pp.
  • Biblioteca responsável: Biblioteca do Instituto de Psicologia, USP
  • Resumo: O autor estudou, comparativamente, médico que segue o paradigma biomédico, e médico que adota um paradigma paralelo, com raízes na Medicina Tradicional Chinesa (acupunturista), quanto à atitude frente à dimensão psíquica em função dos respectivos esquemas referenciais-conceituais. Foi empregada técnica psicodramática (role play) para reproduzir a situação de consulta médica, sempre com a mesma história clínica, com os mesmos sintomas físicos e psíquicos. As consultas médicas foram analisadas quanto a lógica subjacente ao comportamento do profissional, com ênfase no aspecto cognitivo. A conclusão foi que ambos médicos não chegam a integrar a dimensão psíquica, como vista pela ciência psicológica, em seus esquemas referenciais-conceituais. E que esse fenômeno se dá por fatores diversos e de diferentes maneiras em cada caso. No primeiro o modelo atuante (que não corresponde totalmente ao modelo biomédico existente na literatura) impele o médico a rechaçar a dimensão psíquica enquanto fenômeno cuja motivação não logra apreender racionalmente e enquadrar de modo satisfatório em seu proceder. No segundo caso o médico fica em liberdade diante da dimensão psíquica; ela permanece englobada dentro de seu conceito básico de equílibro Yang/Yin e seu esquema referencial lhe faculta lidar com a mesma indiretamente, mediante as relações de equivalência existentes em sua doutrina médica, o que satisfaz as necessidades de seus procedimentos terapêuticos característicos. Não existe rechaço, antes uma omissão. O posicionamento deste médico fica então por conta de fatores individuais.
  • Fonte: Dedalus/USP