Práticas Terapêuticas Não-Alopáticas no Serviço Público de Saúde: Caminhos e Descaminhos: Estudo de Caso Etnográfico Realizado na Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte

  • Autor: Soares, Sônia Maria
  • Orientador: Nogueira, Maria Jacyra de Campos
  • Descrição: Tese de doutorado apresentada à Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, Departamento de Prática de Saúde Pública, para obtenção do grau de Doutor, 2000. 189 pp.
  • Biblioteca responsável: Biblioteca do Centro de Informação e Referência, Faculdade de Saúde Pública, USP
  • Resumo: Busca compreender a cultura das práticas não-alopáticas no serviço público de saúde tendo como objeto o Programa de Práticas Não-Alopáticas implantado em 1994, pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte-SMSA/BH, que tem como objetivo garantir à população acesso gratuito ao atendimento de homeopatia, acupuntura e medicina antroposófica. Trata-se de um estudo de caso etnográfico fundamentado na antropologia interpretativa, tendo como foco central o conceito de cultura de Geertz, a noção de habitus e o conceito de campo proposto por Bourdieu. O trabalho de campo foi realizado através de observação participante, entrevistas e análise de documentos. Emergiram como análise temática os seguintes esquemas conceituais: "da medicina contemporânea ocidental à medicina não-alopática", "as práticas terapêuticas não-alopáticas como uma cultura emergente no serviço público", "a realidade das práticas terapêuticas não-alopáticas no serviço público de saúde". Os profissionais não-alopatas descrevem os dilemas e conflitos latentes vivenciados durante o rito de passagem da prática médica ocidental ao seu engajamento na medicina não-alopática. O Programa colocou o desafio da criação de instrumentos que viabilizassem as práticas não-alopáticas no modelo assistencial do SUS dentre eles a garantia dos medicamentos não-alopáticos para o usuário, mas ainda não se constituiu enquanto política no âmbito da SMSA/BH. Oferece subsídios para a organização e integração mais efetiva das práticas não-alopáticas nos serviços de saúde públicos, desmistificando preconceitos a respeito dessas práticas e instigando outros profissionais para o desenvolvimento de outros estudos (AU).
  • Fonte: BIREME, Banco de Teses/CAPES, Dedalus/USP